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Abstract
Objetivo: O retinoblastoma é o tumor maligno intraocular mais freqüente da infância. O objetivo deste estudo foi avaliar aspectos clínicos, de diagnóstico, tratamento e prognóstico em pacientes portadores de retinoblastoma atendidos em três centros de referência para esta patologia na cidade do Recife - PE. Métodos: Revisamos 85 prontuários de portadores de retinoblastoma e apresentamos o resultado da análise de 66 destes pacientes, atendidos durante o período de janeiro de 1985 a julho de 1997. Resultados: Apenas 4,5% tinham história pregressa da doença. O sexo masculino foi mais acometido numa razão homem/mulher de 1,12. A média de idade ao surgimento dos primeiros sintomas foi de 23,8 meses, sendo leucocoria e hiperemia ocular os mais freqüentes. A média de idade ao diagnóstico foi de 31,7 meses e a média de idade ao tratamento cirúrgico foi de 32,8 meses. O olho direito, com 42,4% dos casos, foi mais acometido que o esquerdo (37,9%). O tumor era unilateral em 80,3% dos casos e bilateral em 19,7%. Os tumores eram extra-oculares ao diagnóstico em 62,1%, e intra-oculares em 37,9%. O tratamento mais instituído foi a cirurgia associada à quimioterapia, em 47% dos casos. 27,3% dos pacientes tratados foram a óbito e 19,7% abandonaram o tratamento. Conclusões: Os dados encontrados em nosso estado asseme-lham-se àqueles observados em países em desenvolvimento, no que concerne à epidemiologia do retinoblastoma.
Keywords: Retinoblastoma; clínica; diagnóstico; tratamento; prognóstico
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Objetivo: Este estudo prospectivo compara as imagens de microscopia confocal do epitélio corneano do coelho e do homem, obtidas através de 2 objetivas com aberturas numéricas (AN) diferentes. Métodos: Dez olhos de coelhos foram enucleados e fixados através de um suporte pneumático para garantir o melhor desempenho de cada objetiva. Cinco pacientes normais foram selecionados após consentimento. Os olhos de coelhos e dos pacientes foram previamente examinados na lâmpada de fenda. O exame de microscopia confocal (Tomey, Erlangen-Tennenlohe, Alemanha) foi realizado com as objetivas Achroplan 40x/AN = 0,75 e 63x/AN = 0,9 (Zeiss, Oberkochen, Alemanha). Imagens selecionadas do epitélio corneano foram avaliadas qualitativamente com relação ao tamanho, forma e refletividade das células. Resultados: As células no epitélio superficial dos coelhos e dos pacientes, previamente à descamação, tiveram uma refletividade maior que as células adjacentes. Este aspecto foi claramente observado somente com a objetiva 63x/AN = 0,9. As camadas basal e intermediária do epitélio em coelhos foram visualizadas somente através desta objetiva. Estas camadas nos pacientes tornaram-se mais nítidas com a objetiva de abertura numérica maior (63x/AN = 0,9). Conclusão: Uma objetiva de abertura numérica elevada produz melhor resolução dos cortes ópticos, facilitando a análise das camadas do epitélio no coelho e no homem.
Keywords: Corneal epithelium; Confocal microscopy; Epitélio corneano; Microscopia confocal
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Objetivo: Descrever os achados oftalmoscópicos e videoangiográficos com a fluoresceína sódica e indocianina verde (ICG-V) na doença hipertensiva específica da gestação (DHEG). Métodos: Quatro pacientes do sexo feminino, portadoras de DHEG foram submetidas a exame oftalmológico e angiofluoresceinografia (AF) e adicionalmente, em duas pacientes, foi realizada videoangiografia digital com indocianinografia verde (ICG-V). Resultados: Todas as pacientes apresentaram descolamento seroso da retina bilateral que regrediu espontaneamente com a estabilização do quadro clínico hipertensivo. Na AF notaram-se múltiplas áreas de não-perfusão coróidea precoce e pontos hiperfluorescentes por vazamento e acúmulo do corante no espaço subretiniano nas áreas do descolamento. Áreas de hiperfluorescência transmitida por defeito em janela e hipofluorescência por bloqueio pigmentário após a resolução do descolamento associados a alterações pigmentárias foram encontradas tardiamente. A ICG-V evidenciou hipoperfusão coróidea precoce e múltiplos pontos de vazamento e acúmulo tardio do corante. Conclusões: A DHEG geralmente apresenta bom prognóstico visual após a resolução do quadro, embora em alguns casos possa haver baixa visual associada a alterações pigmentárias maculares. A ICG-V mostra com maior precisão o envolvimento vascular da coróide na fisiopatologia do descolamento seroso da retina, sugerido previamente por estudos angiofluoresceinográficos.
Keywords: Doença hipertensiva específica da gestação; Aspectos fundoscópicos; Indocianina Verde; Angiofluoresceinografia
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Objetivo: Avaliar a evolução da úlcera de córnea experimental tratada com enxerto de membrana amniótica (MA) homóloga. Métodos: Foram utilizados 18 coelhos, divididos em dois grupos experimentais: úlcera corneana (G1) e úlcera corneana tratada com enxerto de MA (G2). A ulceração corneana foi induzida na córnea toda, com álcool absoluto e lâmina de bisturi. Os animais foram sacrificados em três momentos experimentais: 7 dias (M1), 15 dias (M2) e 30 dias (M3) após a indução da ulceração. Os defeitos corneanos foram avaliados com fotodocumentação por analisador de imagem Luzex-F e exames histopatológicos, comparando-se os resultados por meio da análise de variância. Resultados: O resultado do exame morfométrico mostrou desepitelização maior em G2 no M1; a opacidade corneana foi mais intensa na área central da córnea, sendo significativamente maior em G1 no M3. Os neovasos corneanos também foram mais intensos em G1. A avaliação histopatológica revelou ulceração epitelial em dois animais de G1 no M2 e em dois de G2 no M1; o edema estromal foi mais intenso em G1, assim como a presença de neovasos. Conclusão: O uso de MA homóloga no tratamento da úlcera corneana experimental não acelerou a cicatrização, porém preveniu o edema estromal e a formação de neovascularização corneana. A cicatrização se mostrou mais deficiente na área central da córnea.
Keywords: Úlcera corneana; Membrana amniótica; Cicatrização corneana
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Introdução: Para se verificar a prevalência de anomalias oculares em indivíduos portadores de deficiência auditiva de causa genética definitiva ou suspeita, este trabalho apresenta a avaliação oftalmológica de 97 indivíduos portadores de deficiência auditiva. Pacientes e Métodos: 97 indivíduos com diagnóstico definitivo ou suspeito de causa genética para disacusia foram submetidos a exame clínico oftalmológico completo; destes, 10 foram excluídos. Resultados: 42 (48,28%) dos pacientes apresentaram uma ou mais anomalias oculares, 22 (25,29%) pacientes apresentaram várias anormalidades oculares e quadro clínico compatíveis com síndromes genéticas estabelecidas. Conclusões: O exame oftalmológico é importante no diagnóstico sindrômico e etiológico de alguns quadros de disacusia, pois as alterações oculares podem ser a única anomalia associada à mesma.
Keywords: Anomalias oculares; Deficiência auditiva genética
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A presbiopia é um dos mais precoces sinais do envelhecimento natural e a fisiopatologia básica envolvida no seu desenvolvimento tem sido um tema de controvérsia durante séculos. Este artigo discute vários aspectos da presbiopia através de uma revisão literária das alterações que ocorrem no olho durante este processo, e que já foram descritas previamente por diversos autores.
Keywords: Acomodação; Presbiopia
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Descrever as modalidades de tratamento clínico e cirúrgico das complicações da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Keywords: Fotoquimioterapia; Degeneração macular; Porfirinas; Neovascularização coroidal; Idade de início
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Objetivo: Avaliar a prevalência de retinopatia hipertensiva (RH) em pacientes hipertensos (controlados e não controlados) e normotensos na população acima dos 40 anos do município de Piraquara. Correlacionar os casos de alteração retiniana com o sexo, a raça e a idade do paciente. Métodos: Durante 1998 e 2000, foram examinados no Projeto Glaucoma da Universidade Federal do Paraná 1.954 pacientes. Destes, excluíram-se aqueles abaixo de 40 anos e os diabéticos, sendo que a população considerada para este estudo foi de 1.741 pacientes. O protocolo do projeto consiste de anamnese direcionada, aferição da pressão arterial (PA), glicemia por tiras reativas, PIO e fundoscopia direta e indireta. As alterações fundoscópicas pertinentes a retinopatia hipertensiva foram estudadas segundo a classificação de Gans e correlacionadas conforme mencionado anteriormente. Resultados: Dos 1.741 pacientes analisados, 669 (38,43%) são hipertensos, 645 (37,05%) normotensos e 427 (24,53%) suspeitos de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Foram encontrados 211 (12,12%) pacientes com sinais de RH, sendo 136 (64,46%) do sexo feminino e 75 (35,54%) do sexo masculino; 134 (63,98%) de 40 a 60 anos e 77 (36,02%) com idade superior a 60 anos; predominando as raças branca (75,83%) e negra (11,37%). Do total de pacientes com RH, 154 (73%) eram hipertensos, 17 (2,64%) normotensos e 40 (9,37%) suspeitos de HAS. Dentre os hipertensos com PA controlada, 12,2% apresentavam sinais de retinopatia. Já dentre os hipertensos com PA não controlada, 25,3% apresentavam sinais da patologia. Conclusão: A prevalência de RH foi maior nos hipertensos comparativamente aos normotensos e suspeitos de HAS (p<0,001, OR=5,32). Os pacientes negros (p<0,05 e OR= 1,67), os hipertensos com PA não controlada (p<0,01, OR=2,44) e os acima de 60 anos (p<0,001, OR=1,85) apresentaram maiores chances de desenvolverem RH.
Keywords: Hipertensão; Pressão arterial; Doenças oculares; Hipertensão ocular; Oftalmoscopia
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Objetivos: A atrofia óptica autossômica dominante, tipo Kjer ou juvenil, é neuropatia óptica hereditária que causa perda de acuidade visual, anormalidades da visão de cores e defeitos do campo visual, caracterizada por palidez do disco óptico. O gene desta doença foi mapeado por análise de ligação genética em um intervalo de 1,4 cM no cromossomo 3q28-29 entre os marcadores microssatélites D3S3669 e D3S3562. Embora a maioria das famílias estudadas tenha mostrado ligação para a região cromossômica 3q28-29, uma família foi mapeada no cromossomo 18q12.2-12.3. Este trabalho analisa a ligação da atrofia óptica em três famílias com marcadores polimórficos para os cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. Métodos: Cinqüenta e sete indivíduos de três famílias foram submetidos a exame oftalmológico e coleta de sangue. O DNA foi extraído e amplificado em reações de polimerase em cadeia (PCR) com marcadores polimórficos para os cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. Os fragmentos de PCR foram mensurados em seqüenciador automático (373 DNA sequencer). Estes números foram utilizados como alelos para análise de haplótipos. Os "lod scores" foram calculados pelo programa MLINK. Resultados: Na primeira família houve suspeita da atrofia óptica mapear para o cromossomo 3q28-29, mas sem significância estatística no valor do "lod score". Na segunda família a atrofia óptica apresentou ligação para este locus. Os eventos de recombinação nesta família localizaram o gene num intervalo de 2 cM entre os marcadores D3S3669 e D3S2305. O "lod score" máximo obtido foi de 3,56 no theta de 0,00 com o marcador D3S3669. A terceira família não apresentou ligação nos cromossomos 3q28-29 e 18q12.2-12.3. Conclusão: O fato da terceira família não mapear para nenhum dos dois loci já descritos é indicativo de que existe heterogeneidade genética na atrofia óptica autossômica dominante e levanta a possibilidade de existir um terceiro locus para esta doença.
Keywords: Atrofia óptica autossômica dominante; Acuidade visual; Campos visuais; Defeitos da visão de cores; Ligação (Genética)
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Objetivo: Identificar as principais doenças oculares numa população de neonatos assistidos pelo Sistema Único de Saúde em maternidades de referência no Estado de Pernambuco, orientando o seguimento e tratamento necessário. Métodos: Realizou-se estudo de corte transversal numa população de recém-nascidos em três maternidades públicas, no período de abril a outubro de 2000. Procedeu-se ao exame oftalmológico durante visitas semanais, orientando-se o seguimento e tratamento dos casos com alterações oculares ou fatores de risco. Resultados: Examinaram-se 3280 recém-nascidos: 1403 (42,8%) na Maternidade da Encruzilhada (CISAM), 1232 (37,5%) na Maternidade do Hospital Barão de Lucena (MHBL) e 645 (19,7%) na Maternidade do Hospital Agamenon Magalhães (MHAM). 387 eram pré-termo (11,8% dos casos). Encaminharam-se ao serviço especializado 701 neonatos (21,4% do total examinado) com alterações oculares ou com fatores de risco. Destes, 46,4% eram pré-têrmo e 37,9% receberam oxigenoterapia, observando-se maior número porcentual na MHBL (45,4%). Observou-se conjuntivite em 3,0% dos olhos, leucocoria em 0,4% e hemorragia subconjuntival em 2,0%. À fundoscopia, encontraram-se hemorragias retinianas em 7,8% dos casos, com acometimento macular em 4,3%. Conclusões: As doenças oculares mais freqüentes foram: hemorragias retinianas e conjuntivites. Os principais fatores de risco observados foram: prematuridade e doenças infecciosas neonatais. Os autores enfatizam que o exame ocular deve ser realizado rotineiramente nos neonatos.
Keywords: Oftalmopatias; Olho; Recém-nascido; Fatores de risco
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Objetivo: Para se identificar as alterações oculares presentes na síndrome de Marfan, este trabalho apresenta a avaliação oftalmológica de 46 indivíduos portadores desta doença. Métodos: Estudo prospectivo com avaliação clínica de 46 pacientes portadores de síndrome de Marfan com avaliação oftalmológica completa. Dezessete pacientes também foram submetidos a exame genético clínico e estudo molecular. Resultados: Dos quarenta e seis pacientes incluídos neste estudo, as seguintes alterações oculares foram encontradas com maior freqüência: subluxação do cristalino (67,3%), hipoplasia de íris (23,9%), descolamento de retina (7,6%), córnea plana (2,2%), megalocórnea (2,2%) e miopia ou astigmatismo miópico (34,8%). Cinco pacientes (10,9%) apresentaram exame ocular normal em ambos os olhos. Detectou-se uma mutação patogênica distinta das relatadas na literatura em uma paciente, uma mutação de sentido trocado que ocorreu no éxon 28 levando à mudança de aminoácido C1166Y. Conclusões: As alterações oculares da síndrome de Marfan são freqüentes e o conhecimento do gene responsável FBN-1 e de sua expressão no olho auxiliam para o diagnóstico e tratamento destas anomalias.
Keywords: Síndrome de Marfan; Anomalias do olho; Oftalmopatias
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Objetivo: Apresentar os dados obtidos de programa baseado na triagem visual de recém-nascidos, realizado em três maternidades públicas de referência do estado de Pernambuco, Brasil. Métodos: O projeto foi desenvolvido de forma prospectiva seguindo protocolo e organograma previamente elaborados. Para a sua execução contou-se com equipe multidisciplinar composta de 37 profissionais. Realizou-se a capacitação da equipe envolvida no projeto e ministrou-se palestras em cada maternidade, para os oftalmologistas, diretores, pediatras, neonatologistas, obstetras e enfermeiras. Os exames oftalmológicos foram realizados nas próprias maternidades públicas, com encaminhamento e tratamento dos casos de maior complexidade na sede da Fundação Altino Ventura. Pesquisou-se a flora conjuntival do recém-nascido e a vaginal materna, em 25 casos. Resultados: Capacitaram-se 20 oftalmologistas para o exame dos recém-nascidos. Examinaram-se 3.280 recém-nascidos (1.601 femininos e 1.679 masculinos). Foi detectado alguma anormalidade ocular ou fatores de risco em 701 casos (21,4%). A anormalidade ocular mais freqüente foi a hemorragia retiniana, vista em 255 casos (7,8%). O fator de risco para doença ocular de maior prevalência foi a retinopatia da prematuridade, detectada em 325 casos (9,9%), que foram encaminhados ao serviço especializado. Dos casos encaminhados, compareceram 65 pacientes (20,0%), e destes, em 15 casos (23,1%) havia algum grau de retinopatia da prematuridade. Na pesquisa, quanto à flora conjuntival do recém-nascido (50 olhos), 13 olhos (26,0%) apresentaram pelo menos um microrganismo. Em 18 casos de mães com cultura vaginal positiva para Staphylococcus epidermides, 10 (40,0%) apresentaram filho com a mesma bactéria em um ou ambos os olhos. Conclusões: Os autores enfatizam o pioneirismo do projeto, ressalvando que possibilitou maior interação entre oftalmologistas e profissionais de áreas afins, treinamento de oftalmologistas para o exame ocular nos recém-nascidos, permitindo a obtenção de importantes informações quanto às morbidades oculares da região, promovendo o adequado tratamento e seguimento dos casos indicados em idade precoce.
Keywords: Triagem neonatal; Conjuntiva; Vagina; Staphylococcus epidermidis; Hemorragia retiniana; Oftalmopatias; Retinopatia da prematuridade; Diretrizes para a prática clínica; Fatores de risco; Gravidez; Recém-nascido; Estudos prospectivos
Abstract
Os autores descrevem a utilização do cateter de teflon como molde intracanalicular visando tornar a sutura do canalículo lacrimal mais simples e acessível a todo oftalmologista. A técnica consiste em identificar os cotos canaliculares e, após introdução de cateter de teflon (número 22 ou 24) no lúmem canalicular, realizam-se três pontos cardinais transfixantes de sutura do canalículo com o fio nylon monofilamento (Mononylon®) ou poliglactina trançada (Vicryl®) 8-0. Esta técnica está indicada em casos de lacerações regulares, que possibilitem a cateterização do canalículo.
Keywords: Pálpebras; Aparelho lacrimal; Silicones; Técnicas de sutura; Ducto nasolacrimal; Métodos; Intubação
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OBJETIVO:Organizar um banco de dados regional de todos os indivíduos portadores de doenças degenerativas da retina, com o objetivo de classificar cada paciente de acordo com o tipo de distrofia e padrão de herança. MÉTODOS: Durante o encontro do Grupo Retina São Paulo no dia 5 de maio de 2001, duzentas e quarenta e três pessoas foram registradas, sendo que parte forneceu dados de antecedentes oculares, pessoais e familiares e árvore genealógica. Noventa e três pacientes foram questionados quanto a idade, origem, tipo de distrofia, história familiar e árvore genealógica, tipo de herança, outras anomalias sistêmicas e exames complementares. Foram classificados quanto ao diagnóstico e padrão de herança. RESULTADOS: Dos duzentos e quarenta e três pacientes registrados, as distrofias encontradas foram retinose pigmentária, doença de Stargardt, síndrome de Usher, amaurose congênita de Leber e coroideremia. Quanto à divisão por doença dos 93 pacientes argüidos, havia 62 pacientes com retinose pigmentária, 13 com doença de Stargardt, 13 com síndrome de Usher, três com amaurose congênita de Leber e dois com coroideremia. Dos pacientes com retinose pigmentária, o padrão de herança detectado foi autossômico dominante em quatro casos (7%), autossômico recessivo em vinte casos (32%), ligado ao cromossomo X recessivo em sete casos (11%), caso isolado em vinte e nove (47%) e padrão indeterminado em dois (3%). Para a doença de Stargardt três indivíduos (23%) seguiam o padrão de herança autossômico recessivo e dez (77%) eram casos isolados. Dos treze pacientes com síndrome de Usher, oito (61,5%) apresentavam herança autossômica recessiva, quatro (31%) eram casos isolados e um (7,5%) tinha o padrão de herança indeterminado. Os dois pacientes com coroideremia seguiam o padrão de herança ligado ao X recessivo. Para amaurose congênita de Leber, um paciente (33,5%) tinha padrão autossômico recessivo de herança e dois (66,5%) eram casos isolados. CONCLUSÃO: Destaca-se assim a importância desta classificação como a primeira referência nacional dos padrões de hereditariedade das distrofias retinianas do país. Este é o primeiro passo para se proceder em seguida a classificação genético-molecular baseada no seqüenciamento de cada gene responsável por cada um dos padrões de herança. A freqüência de cada tipo específico é semelhante à encontrada em outros trabalhos epidemiológicos de outros países.
Keywords: Doenças retinianas; Degeneração retiniana; Degeneração retiniana; Retinite pigmentosa; Retinite pigmentosa; Coroideremia; Cegueira
Abstract
OBJETIVO: Analisar a incidência, evolução clínica, alteração oftalmológica e prognóstico de vida de pacientes com hemorragia subaracnóidea e síndrome de Terson. MÉTODOS: Estudo prospectivo e consecutivo de pacientes admitidos no pronto socorro de neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo com diagnóstico de hemorragia subaracnóidea aguda. Após exame neurológico, o mapeamento de retina foi realizado em todos os pacientes na admissão e no 3º, 7º, 30º e 60º dia. Em todos os casos foi realizada a correlação entre a escala de Hunt e Hess e a presença de hemorragia intra-ocular. RESULTADOS: Dezessete pacientes foram examinados durante julho a outubro de 2000. A síndrome de Terson foi observada em 5 casos (29,4%). Em 15 pacientes a etiologia da hemorragia foi ruptura de aneurisma cerebral e em 2 casos a causa foi relacionada a traumatismo crânio-encefálico. Não houve predominância significante de sexo (9F e 8M) e a idade mediana foi de 48 anos (22 a 80 anos). Houve 4 óbitos de pacientes com síndrome de Terson e apenas 1 no grupo de pacientes sem alteração ocular. Não houve nenhuma correlação entre a gravidade do quadro clínico e a presença da síndrome de Terson. CONCLUSÃO: Neste estudo, a incidência da síndrome de Terson foi de 29,4% e sua presença indicou alto risco de mortalidade (80% dos casos com a síndrome de Terson).
Keywords: Aneurisma cerebral; Trauma craniocerebral; Síndrome; Corpo vítreo; Hemorragia vítrea; Hemorragia subaracnóidea; Hemorragia retiniana; Estudos prospectivos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as complicações da ceratomileuse assistida por excimer laser in situ - LASIK - relacionadas ao microcerátomo em um centro de treinamento médico. MÉTODOS: O total de 1611 olhos submetidos a ceratomileuse assistida por excimer laser in situ foram estudados retrospectivamente no período de janeiro de 1998 a junho de 2000 no setor de cirurgia refrativa do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP-EPM. RESULTADOS: As complicações relacionadas com o microcerátomo na ceratomileuse assistida por excimer laser in situ foram 26 (1,61%), das quais 9 (34,61%) foram de lamelas incompletas, 9 (34,61%) finas, 2 (7,69%) lamelas sem pedículo, 5 (19,23%) irregulares e 1 (3,84%) perfurada. CONCLUSÃO: A prevalência de complicações com microcerátomo em centro de treinamento médico foi baixa e o treinamento de residentes e estagiários mostrou ser uma prática viável.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Cirurgia a laser; Córnea; Internato e residência; Complicações intra-operatórias
Abstract
OBJETIVO: Estabelecer valores normativos para o eletro-oculografia (EOG), em grupo de voluntários normais, segundo o protocolo recomendado pela Sociedade Internacional de Eletrofisiologia Visual Clínica (ISCEV). MÉTODO: Participaram 34 sujeitos com idades de 18 a 55 anos (média 26,75 ± 10,50), 9 homens e 24 mulheres. O EOG foi realizado utilizando eletrodos e estímulos luminosos. A tarefa do sujeito foi fixar estímulos luminosos (LEDs) em frente ou realizando movimentos sacádicos horizontais. O exame constou de três fases: 1- Pré-adaptação; 2- Escotópica e 3- Fotópica. O índice de Arden foi determinado como sendo a proporção entre o pico máximo da amplitude na fase fotópica, dividido pelo vale máximo da amplitude na fase escotópica. RESULTADO: Na fase escotópica, o vale máximo ocorreu entre 14 e 21 minutos após o início do exame (média 17,82 ± 2,11 minutos) e a amplitude variou de 206 a 635 µV (média 365,73 ± 122,52 µV). Na fase fotópica, o pico máximo ocorreu entre 27 a 34 minutos (média 30,06 ± 1,80 minuto) e a amplitude variou de 646 a 1249,50µV (média 950,70 ± 179,16). O índice de Arden variou de 1,85 a 4,02 (média 2,79±0.63) sendo o limite inferior de 1,92 e o superior de 4,00. CONCLUSÃO: Os valores para o índice de Arden estão de acordo com valores descritos anteriormente na literatura, sendo o limite inferior de normalidade quando este for maior ou igual a 1,92 e serão úteis para avaliação de pacientes com distúrbios retinianos. A inclusão de outras faixas etárias fornecerá dados normativos mais abrangentes.
Keywords: Eletro-oculografia; Valores de referência; Eletrofisiologia; Retina; Epitélio pigmentado ocular
Abstract
OBJETIVOS: Identificar o perfil e o grau de satisfação do paciente, além do benefício visual do usuário do Sistema Único de Saúde atendido no Projeto de Mutirão de Catarata da Fundação Altino Ventura. MÉTODOS: Foram selecionados 163 pacientes submetidos à cirurgia da catarata, de outubro a novembro de 2002, obtendo-se dados do perfil sociodemográfico. Aplicou-se questionário visando analisar a qualidade do atendimento aos pacientes nos vários setores da Instituição, além da acuidade visual final e do seguimento clínico. RESULTADOS: A média de idade dos pacientes foi de 68,4 anos. O gênero feminino foi o mais freqüente (67,5%). A freqüência de analfabetos foi de 20,2%. A ocupação mais observada foi do lar (43,6%). A freqüência dos parâmetros usados para avaliação do grau de satisfação dos usuários situou-se acima de 95,0%. Houve melhora estatisticamente significante da acuidade visual pós-operatória, em ambos os olhos. Olho direito - pré-operatória = X± DP - 0,193 ± 0,135 - pós-operatória = 0,650 ± 0,293, "t" = 13,469 - p < 0,0001. Olho esquerdo - pré-operatória = X± DP - 0,217 ± 0,197 - pós-operatória = 0,666 ± 0,301, "t" = 11,300 - p < 0,0001. CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes incluídos no Projeto tinha baixa escolaridade e era excluído do mercado de trabalho. O grau de satisfação do usuário foi excelente, observando-se boa qualidade do serviço prestado e significante benefício visual, aspectos fundamentais para a maior credibilidade da Instituição.
Keywords: Catarata; Cegueira; Satisfação do paciente; Qualidade de vida; Serviços de saúde comunitária
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