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Abstract
OBJETIVOS: o principal objetivo deste estudo foi descrever pacientes com achados vasculares retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19. Com maior notificação de possíveis eventos adversos similares, esperamos compreender a real dimensão e relevância do que foi apresentado.
MÉTODOS: Onze pacientes com queixas visuais após vacinação contra COVID-19 foram estudados. Os dados analisados foram: idade, gênero, tipo de vacinação, tempo de aparecimento de sintomas, achados sistêmicos, antecedentes pessoais, acuidade visual com melhor correção, biomicroscopia e imagem retiniana multimodal (retinografia colorida, red-free, SD-OCT, OCTA e angiofluoresceinografia). Os critérios de inclusão foram a presença de alterações oftalmológicas ocorridas dentro de 30 dias após a primeira ou segunda dose de qualquer vacina contra COVID-19.
RESULTADOS: Onze pacientes foram incluídos: 5 com oclusão arterial (45,4%), 4 com oclusão venosa (36,4%) e 2 (18,2%) com alterações não específicas vasculares sugestivas de isquemia retiniana como exsudatos algodonosos. A idade média dos pacientes foi de 57 anos (DP=16; com intervalo de 27 a 84 anos). A média de tempo de aparecimento de sintomas após a vacinação foi de 10 dias (DP=5,4; com intervalo de 3 a 16 dias). Nove dos onze pacientes eram do sexo feminino (81,8%). Fatores de risco sistêmicos foram observados em 36,4% dos pacientes. Dois pacientes tiveram sintomas neurológicos e visuais, com oclusão arterial. 36,4% dos pacientes tiveram infecção prévia por COVID-19 no último ano. Sete pacientes (63,6%) receberam a vacina ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222).
CONCLUSÕES: nossos dados sugerem que eventos retinianos temporalmente relacionados à vacinação contra COVID-19 são possíveis, porém raros. A relação entre estes eventos pós-vacinais exigem futura atenção antes de maiores conclusões.
Keywords: COVID-19; Infecções por coronavírus; Vacina; Oclusão arterial; Oclusão venosa; Síndrome de Susac
Abstract
Uma mulher de 37 anos queixou-se de cefaleia após perda visual bilateral nos últimos dois anos. Apresentava história de obesidade e havia sido submetida à cirurgia bariátrica três meses antes, seguida de considerável perda de peso. O exame neuro-oftálmico revelou um disco óptico inchado bilateral. Após uma análise computadorizada dos campos visuais e ressonância magnética do crânio e órbitas, foi feito um diagnóstico de hi per tensão intracraniana idiopática. Após seis meses da cirurgia bariátrica, a paciente não relatou mais cefaleia e foram desco ber tas melhoras na análise computadorizada dos campos visuais. No entanto, o exame de fundo de olho revelou papiledema leve persistente em ambos os olhos. A ultrassonografia ocular B-scan mostrou drusas do disco óptico bilateralmente. Este relato desta ca a coexistência de papiledema verdadeiro e pseudopapiledema devido à drusa de disco óptico após remissão da hipertensão intracraniana idiopática após uma cirurgia bariátrica.
Keywords: Papiledema; Drusas do disco óptico; Hipertensão intracraniana; Imagem por ressonância magnética; Cirurgia bariátrica; Humanos; Relatos de casos
Abstract
This systematic review and meta-analysis aimed to compare the effectiveness and safety profiles of anti-vascular endothelial growth factor therapy with dexamethasone vs anti-vascular endothelial growth factor alone in patients with persistent diabetic macular edema. It was performed in accordance with the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses guideline. Our data were prospectively registered on the International Prospective Register of Systematic Reviews (CRD42023482385). We searched the PubMed, Embase, Cochrane, and Web of Science databases for studies that compared treatment with anti-vascular endothelial growth factor and dexamethasone to anti-vascular endothelial growth factor alone in patients with persistent diabetic macular edema. The primary outcomes were changes in best corrected visual acuity, changes in central macular thickness, and the incidence of serious adverse events. Four studies were included, totaling 315 eyes. Of these 154 (48.88%) received anti-vascular endothelial growth factor alone, while 161 (51.12%) underwent combined therapy. Overall, combined therapy was associated with better central macular thickness (mean difference −68.21; p<0.001), although this did not translate into a significant difference in best-corrected visual acuity at 1 month follow-up (mean difference 1.29; p=0.55). There were significantly more intraocular pressure-related events (odds ratio 10.84; p=0.02) and cataract-related events (odds ratio 41.24; p<0.001) in the combined group than the anti-vascular endothelial growth factor alone group. Our results suggest that combined therapy improves macular morphology in persistent diabetic macular edema without increasing the risk of serious adverse events. However, its effects on final visual acuity outcomes were no better than those resulting from anti-vascular endothelial growth factor therapy alone.
Keywords: Diabetic macular edema; Macular edema; Central macular thickness Dexamethasone; Ozurdex; Anti-VEGF; Bevacizumab; Ranibizumab
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