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Abstract
Os autores apresentam um caso de neurorretinite subaguda difusa unilateral (D.U.S.N) confirmada com a identificação da larva em uma criança de 6 anos associada a quadro de larva migrans cutânea, bem como a análise de outros sete casos de D.U.S.N. e sua associação sorológica à toxocaríase e antecedentes de larva migrans cutânea. Este é o primeiro caso descrito na literatura de D.U.S.N. concomitante a larva migrans cutânea na fase ativa.
Keywords: Neurite óptica; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Larva migrans; Ancylostoma
Abstract
Descrever as modalidades de tratamento clínico e cirúrgico das complicações da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Keywords: Fotoquimioterapia; Degeneração macular; Porfirinas; Neovascularização coroidal; Idade de início
Abstract
Objetivo: Descrever os achados da tomografia de coerência óptica, angiofluoresceinografia e indocianinografia na vasculopatia polipoidal idiopática da coróide. Métodos: Realizou-se análise criteriosa dos exames complementares de angiofluoresceinografia e indocianinografia, comumente utilizados para o diagnóstico, assim como da tomografia de coerência óptica, em quatro olhos de uma série de três pacientes com vasculopatia polipoidal idiopática da coróide. Resultados: Os quatro olhos mostraram lesões sub-retinianas vermelho-alaranjadas, sendo que dois casos apresentaram descolamento hemorrágico do epitélio pigmentado da retina, além de manifestações exsudativas e hemorrágicas associadas. A angiofluoresceinografia revelou dilatações aneurismáticas em ramificações anormais de vasos da coróide em apenas 1 caso, ao contrário da indocianinografia que claramente demonstrou as lesões em todos os casos. A tomografia de coerência óptica confirmou descolamento hemorrágico espontâneo do epitélio pigmentado da retina em 2 casos. Conclusão: A indocianinografia é o exame de escolha no diagnóstico da vasculopatia polipoidal da coróide, mas em alguns casos a associação com a tomografia de coerência óptica e angiofluoresceinografia pode ser útil no diagnóstico e seguimento.
Keywords: Coróide; Hemorragia da coróide; Doenças da coróide; Angiofluoresceinografia; Verde indocianina; Fundo de olho; Tomografia computadorizada por raios-x
Abstract
OBJETIVOS: Descrever os achados referentes à adaptação de lentes de contato nos casos de trauma ocular nos últimos 6 anos no Hospital São Geraldo, identificando os mecanismos dos traumas, os parâmetros das lentes de contato prescritas, e por fim avaliar quantitativamente a melhora da acuidade visual com o uso destas. MÉTODOS: Revisão dos prontuários de pacientes atendidos no Serviço de Lentes de Contato do Hospital São Geraldo nos últimos 6 anos. Os dados referentes à idade, sexo, diagnóstico, doenças associadas, olho acometido, acuidade visual pós-trauma, raio, curvatura e índice de permeabilidade ao oxigênio das lentes são descritos. RESULTADOS: O principal diagnóstico foi perfuração, com 25 casos (44,6%), o olho esquerdo estando acometido em 25 casos (58,2%). A AV pós-trauma corrigida mais freqüente foi 20/200 (20,9%). A AV corrigida média após o uso das lentes de contato foi de 20/20 (14%). O maior ganho em número de linhas na tabela de Snellen ocorreu em seis pacientes (14%) (5 linhas). O diâmetro médio das lentes foi de 9,5 mm, o raio médio foi de 8,0 mm. A curvatura das lentes variou de 37,00 D a 52,75 D. A maioria das lentes tinha DK 71. A adaptação foi adequada em todos os casos. O intervalo médio entre o trauma e o início da adaptação foi de 3,5 anos. CONCLUSÃO: As lentes de contato são parte importante no tratamento tardio do trauma ocular, permitindo melhora significativa da AV na maioria dos casos.
Keywords: Lentes de contato; Traumatismos oculares; Acuidade visual; Adaptação ocular
Abstract
O vítreo exerce papel crucial na patogênese de vários distúrbios vitreoretinianos. As alterações moleculares e estruturais fisiológicas do gel vítreo evoluem para a liquefação e culminam com o descolamento do córtex vítreo posterior (DVP). A ocorrência do descolamento do vítreo posterior influencia positivamente o prognóstico de pacientes diabéticos, com maculopatias e vasculopatias. Abordaremos o conceito da vitrectomia farmacológica que se refere ao uso de agentes que alteram a organização molecular do vítreo, num esforço de reduzir ou eliminar seu papel na gênese de doenças vítreo-retinianas, sendo o seu objetivo final, o descolamento total do vítreo posterior. Vários agentes têm sido estudados durante a última década, porém, existem várias limitações na aplicabilidade clínica destes compostos. Nesse artigo de revisão, iremos abordar os diferentes agentes e os seus mecanismos de ação sobre a matriz extracelular e a interface vítreo-retiniana.
Keywords: Vitrectomia; Descolamento do vítreo; Corpo vítreo; Matriz extracelular; Doenças retinianas
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a função macular por eletrorretinografia focal e angiofluoresceinografia em pacientes com degeneração macular relacionada à idade neovascular submetidos à terapia fotodinâmica com verteporfina. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo 22 pacientes (12 homens) com degeneração macular relacionada à idade e lesão neovascular coroídea subfoveal predominantemente clássica, não consecutivos, tratados com terapia fotodinâmica com verteporfina padrão e acompanhados por um período de 12 meses. A acuidade visual melhor corrigida foi medida utilizando tabela ETDRS, as alterações das lesões foram avaliadas pela angiofluoresceinografia e a função dos cones foram obtidas pela eletrorretinografia focal na visita inicial e nas subsequentes a cada três meses. RESULTADOS: Todos os pacientes completaram as visitas programadas. Após uma média de 3,5 sessões por paciente, a variação da acuidade visual melhor corrigida não foi significante no decorrer do estudo. Em 50% dos pacientes a variação da acuidade visual melhor corrigida foi >1 linha. Ao final do estudo observou-se ausência de vazamento em 86% dos pacientes. A média da amplitude e latência do ERG focal na visita inicial foram de, respectivamente, 194,88 nV e 29,19 ms e as variações no decorrer do estudo não foram significantes. CONCLUSÕES: Não foram encontradas diferenças na amplitude e latência do eletrorretinografia focal após um período de 9 meses. A acuidade visual melhor corrigida não sofreu variações significativas ao longo dos 12 meses. A lesão foi significativamente reduzida ao longo do tempo e houve uma correlação negativa entre a amplitude e a acuidade visual melhor corrigida.
Keywords: Degeneração macular; Fotoquimioterapia; Eletrorretinografia; Angiofluoresceinografia; Porfirinas
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a prevalência, sua classificação, descrição dos fatores de risco e tratamento da retinopatia da prematuridade (ROP) nos recém-nascidos. MÉTODOS: Estudo observacional transversal retrospectivo incluindo os recém-nascidos com idade gestacional <32 semanas e/ou peso <1.500 g internados na UTI neonatal do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) durante o período de julho de 2005 a junho de 2007. RESULTADOS: Foram analisados 148 pacientes. Em 66 (44,6%) detectou-se a ROP; 82 (55,4%) não apresentaram a doença. Os fatores de risco estatisticamente significantes foram: peso ao nascimento (p=0,0001), idade gestacional (p=0,0001), ventilação mecânica (p=0,0001), transfusão sanguínea (p=0,0001), persistência do canal arterial (PCA) (p=0,0001). Dos 66 prematuros com ROP, 77% foram tratados clinicamente (acompanhamento com oftalmoscopia indireta) e 23% necessitaram de tratamento cirúrgico ou fotocoagulação a laser. CONCLUSÃO: Com base nos dados acima, a prevalência encontrada nesse estudo foi elevada. O desenvolvimento da ROP foi inversamente proporcional ao peso e à idade gestacional ao nascimento.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Recém-nascido; Cegueira; Oxigenoterapia; Fotocoagulação
Abstract
Objetivo: Comparar incisões relaxantes limbares (IRL) e lentes intraoculares (LIO) tóricas tanto em termos não-vetoriais (efetividade, segurança e eficácia), quanto vetoriais no tratamento do astigmatismo por ocasião da facoemulsificação. Métodos: Estudo observacional longitudinal (série de casos) no qual foram avaliados 62 olhos de 31 pacientes consecutivos de catarata com astigmatismo corneano pré-operatório entre 0,75 e 2,50 dioptrias (D) para ambos os olhos. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos entre 2 grupos: "1" submetido a implante de lentes intraoculares AcrySof ToricTM em ambos os olhos e "2" com implante bilateral de lentes intraoculares tóricas AcrySof NaturalTM complementada por incisões relaxantes limbares. Todos os pacientes foram reavaliados com 1, 3 e 6 meses de pós-operatório, sendo feitas análises do astigmatismo refracional por métodos não-vetoriais, como pela análise vetorial de Alpins, interessando os resultados dentro de cada grupo e entre os grupos. Resultados: O porcentual de olhos entre ±0,50 D da correção pretendida no grupo incisões relaxantes limbares foi de 75 e 71,88%, respectivamente, em comparação aos 40 e 66,67% do grupo lentes intraoculares tóricas aos 3 e 6 meses de pós-operatório. Nos outros períodos avaliados, os porcentuais foram favoráveis ao grupo lentes intraoculares tóricas. O índice de segurança não demonstrou diferença em nenhum dos períodos. O índice de eficácia foi estatisticamente maior para o grupo lentes intraoculares tórica com 1 e 3 meses de pós-operatório (0,43 e 0,44), em comparação ao grupo incisões relaxantes limbares (0,31 e 0,36). Aos 6 meses, o porcentual de olhos, para o grupo incisões relaxantes limbares, foi: hipocorreção em 53,13%; 43,74% alcançaram a correção pretendida e 3,13% ficaram hipercorrigidos; no grupo lentes intraoculares tóricas, a hipocorreção ocorreu em 16,76%; 76,67% alcançaram a correção pretendida e 6,67% ficaram hipercorrigidos. Os porcentuais de sucesso da cirurgia astigmática, da redução do astigmatismo no eixo pretendido e do astigmatismo corrigido foram, respectivamente, para o grupo IRL: 43%, 62% e 64%; para o grupo lentes intraoculares tóricas: 57%, 81% e 94%. Conclusões: Nossos resultados sugerem que o uso de lentes intraoculares tóricas é vantajoso ao de incisões relaxantes limbares no tratamento do astigmatismo por ocasião da facoemulsificação. Apesar de que tais vantagens mostraram-se sutis na análise não-vetorial, elas foram consistentes na perspectiva vetorial.
Keywords: Astigmatismo/fisiopatologia; Implante de lente intraocular; Facoemulsificação/métodos; Limbo da córnea/cirurgia; Avaliação de eficácia-efetividade de intervenções
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Keywords:
Abstract
Objetivo: Comparar o teste de meniscometria em tira com o teste lacrimal de Schirmer 1 e o tempo de ruptura do filme lacrimal, em cães com olhos normais e cães com diagnóstico de ceratoconjuntivite seca.
Métodos: Cento e cinquenta e seis olhos de 78 cães, 88 olhos normais e 68 olhos com diagnóstico de ceratoconjuntivite seca. Os testes foram realizados na seguinte sequência: o teste lacrimal de Schirmer 1 foi utilizado para alocar os cães no grupo normal ou no grupo ceratoconjuntivite seca, seguido pelo teste de meniscometria em tira e tempo de ruptura do filme lacrimal.
Resultados: As médias e desvios-padrão para os olhos normais foram: teste lacrimal de Schirmer 1 = 22,75 ± 3,88 mm / min; teste de meniscometria em tira = 10,01 ± 2,35 mm / 5 seg; tempo de ruptura do filme lacrimal = 25,82 ± 5,47 seg; e para os olhos do grupo ceratoconjuntivite seca foram: teste lacrimal de Schirmer 1 = 6,10 ± 4,44 mm / min; teste de meniscometria em tira = 3,03 ± 2,62 mm / 5 seg; tempo de ruptura do filme lacrimal = 10,78 ± 4,23 seg. O teste de correlação de Spearman no grupo ceratoconjuntivite seca foi muito alto, com diferença significativa entre teste de meniscometria em tira e teste lacrimal de Schirmer 1 (r=0,848, p<0,001), moderada e significativa entre teste de meniscometria em tira e tempo de ruptura do filme lacrimal (r=0,773, p<0,001). O cut-off para teste de meniscometria em tira para ceratoconjuntivite seca foi identificado em 7,0 mm / 5 seg, valores abaixo de 10 mm / 5 seg podem ser considerados suspeitos para KCS.
Conclusões: Este estudo forneceu valores de teste de meniscometria em tira em olhos normais e com ceratoconjuntivite seca em cães, revelando alta sensibilidade e especificidade em comparação com o teste lacrimal de Schirmer 1. No futuro, o teste de meniscometria em tira pode ser outro teste quantitativo importante e pode complementar o teste lacrimal de Schirmer padrão ouro para o diagnóstico de ceratoconjuntivite seca em cães, um excelente modelo animal para o estudo de ceratoconjuntivite seca.
Keywords: Ceratoconjuntivite seca; Teste lacrimal de Schirmer; Teste de meniscometria de tira; Tempo de ruptura do filme lacrimal; Cães.
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia do tacrolimus 0,03% colírio, diluído em óleo de linhaça e óleo de oliva, no tratamento de ceratoconjuntivite seca em cães.
Métodos: Foram utilizados 60 cães; 20 cães saudáveis como grupo controle, e 40 cães com diagnóstico de ceratoconjuntivite seca bilateral, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: Tacrolimus em óleo de oliva (TO) e Tacrolimus em óleo de semente de linhaça (TL). Os animais foram avaliados mensalmente com exames oftálmicos, Teste lacrimal de Schirmer-1 (TLS-1), Tempo de ruptura do filme lacrimal (TRFL) e Teste de Fluoresceína (TF), e mensalmente com citologia conjuntival e com exame histopatológico no início e final do estudo.
Resultados: Nos dois grupos de tratamento os sinais clínicos, Teste lacrimal de Schirmer-1, óleo de semente de linhaça e Tempo de ruptura do filme lacrimal apresentaram melhora após um mês de tratamento. E no final do estudo, na análise citológica, ambos apresentaram diminuição de linfócitos, neutrófilos, células metaplásicas e células escamosas, e na análise histopatológica houve diminuição de linfócitos, neutrófilos e o aumento de células caliciformes. No grupo óleo de semente de linhaça, a diminuição de neutrófilos foi mais significativa (p<0,05) em ambas análises.
Conclusão: Em suma, tacrolimus 0,03% colírio diluído em óleo de oliva e óleo de linhaça foram eficientes no tratamento de ceratoconjuntivite seca. Nenhum dos parâmetros avaliados diferiu significativamente entre os dois grupos, exceto a contagem de neutrófilos, que foi significativamente menor no grupo TL. Assim, o óleo de linhaça pode ser considerado como um diluente alternativo para o colírio tacrolimus.
Keywords: Ceratoconjuntivite seca; Tacrolimus; Azeite de oliva; Óleo de semente do linho; Soluções oftálmicas; Animais; Cães
Abstract
Objetivo: Este estudo de qualidade e confiabilidade teve como objetivo identificar a variabilidade da massa do volume da gota de colírios multidose e verificar a existência de um padrão de referência para o volume da gota dos colírios usando lágrimas artificiais do mercado brasileiro.
Métodos: Cinco marcas de colírios lubrificantes foram avaliadas quanto ao volume da gota. Uma gota padrão ideal de 20 μL de cada fabricante foi coletada usando uma micropipeta ajustável. Os frascos dos colírios foram selecionados aleatoriamente e cinco medidas das massas das amostras foram coletadas usando escalas de precisão calibradas.
Resultados: A massa das amostras de 20 μL variou significativamente (p<0,001) entre os diferentes fabricantes. No entanto, entre os colírios da mesma marca, a variação da massa não foi estatisticamente diferente. A massa média global de todas as gotas pesadas foi de 18,24 mg e foi observada uma não-uniformidade entre todas as marcas de colírios.
Conclusão: Identificou-se uma variação significativa nas massas do volume das gotas dos colírios lubrificantes, usando equipamento padrão de laboratório. A heterogeneidade no volume da gota dos colírios testados sugere a existência de discrepâncias potenciais em suas posologias, possivelmente alterando a eficácia do tratamento. Uma medida de referência pré-estabelecida pode levar à produção de colírios com gotas de tamanho mais apropriado para uso em olhos humanos.
Keywords: Soluções oftálmicas/administração & dosagem; Volume da gota; Padrão de referência dos colírios; Padronização de colírios multidose; Administração de medicamentos oftálmicos; Qualidade
Abstract
PURPOSE: This study aimed to evaluate the perception and degree of satisfaction of blind individuals regarding an electronic cane prototype with a wearable haptic interface.
METHODS: Two scenarios with different obstacles were created to conduct tests with the canes (the user's cane and the prototype one). The perception and satisfaction of participants regarding the electronic cane were assessed using a questionnaire, the number of collisions during the tests, and the time each individual took to complete the course in each scenario.
RESULTS: Ten blind individuals who used the white cane participated in this study. Eight were males, and two were females. Their age ranged from 23 to 43 (average 32.3 ± 7.13 years and median 32 years). There was a tendency for fewer collisions with ground obstacles when the electronic cane was used than when the white cane was used. However, there was no statistically significant difference between the number of collisions and the course completion time in each scenario with either canes tested.
CONCLUSION: Overall, the perception and satisfaction of individuals regarding the prototype used were positive.
Keywords: Blindness; Canes; Patient satisfaction; Perception; Haptic technology; Wearable electronic devices; Surveys and questionnaires
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