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Abstract
Objetivos: Estudar as manifestações oculares em crianças com toxoplasmose congênita precoce e manifestações sistêmicas ao nascimento. Métodos: Foram estudados 50 prontuários médicos de crianças com diagnóstico clínico e sorológico de toxoplasmose congênita precoce, provenientes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Todas as crianças tinham apresentado manifestações sistêmicas ao nascimento e foram examinadas por oftalmologista. Resultados: Encontrou-se alteração ocular em 86% dos pacientes. A principal alteração foi a retinocoroidite, encontrada em 76% dos pacientes submetidos à oftalmoscopia indireta, sendo bilateral em 54% deles. Alterações neurológicas foram evidenciadas em 69% dos pacientes com retinocoroidite. Conclusão: Consideramos que alterações oculares são comuns em crianças com toxoplasmose congênita precoce.O exame oftalmológico é importante no auxílio diagnóstico e subseqüente estímulo visual precoce.
Keywords: Toxoplasmose; Retinocoroidite; Manifestações sistêmicas
Abstract
Objetivo: Os estrabismos horizontais essenciais estão freqüentemente associados a desvios verticais. A patogênese desse desvio vertical pode resultar da disfunção de músculos retos verticais, de músculos oblíquos ou da combinação de ambos. Na presença de hiperfunção do músculo oblíquo superior (OS), nota-se hipotropia (HoT) na posição primária do olhar (PPO). O presente estudo objetivou avaliar a magnitude da correção da HoT, na PPO, mediante a tenectomia unilateral do OS.Pacientes e Método: Foi realizado um estudo retrospectivo, 1977 a 1996, de 15 pacientes portadores de hiperfunção unilateral do OS e hipotropia na posição primária do olhar maior que 4D , submetidos a tenectomia unilateral do OS, realizada na Santa Casa de São Paulo (12 pacientes), Universidade de Santo Amaro (2 pacientes) e na clínica particular de um dos autores (CSD, 1 paciente). A média de desvio pré-operatória era de 9D . A hiperfunção média pré-operatória do músculo obliquo superior era 1,7 cruzes. Resultados: A correção média da HoT obtida foi de 4,67D ± 5,09D (-5D a 15D), (H = 6,032; p = 0,014). A modificação média da hiperfunção do OS foi de 0,87 ± 0,88 cruzes (0 a 2 cruzes). De acordo com o desvio horizontal, ET e XT, não houve diferença estatisticamente significante na comparação entre os resultados obtidos na correção da HoT. Comentários: Os resultados revelaram que para HoT até 15D na PPO, houve em média correção de 51,82% do seu valor pré-operatório. Para a amostra estudada, a técnica de tenectomia unilateral do OS mostrou-se eficaz na correção do desvio vertical na posição primária do olhar.
Keywords: Estrabismo; Oblíquo superior; Tenectomia
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Objetivo: Transposição vertical dos músculos retos horizontais é a técnica de eleição para as anisotropias verticais em que não há disfunção de músculos oblíquos que as justifique. O objetivo foi avaliar o resultado das transposições efetuadas e identificar quais os fatores determinantes do resultado, para estabelecer-se relação que informe a magnitude da transposição que deva ser realizada para determinada magnitude de anisotropia. Métodos: Avaliaram-se retrospectivamente 43 pacientes portadores de anisotropias em A ou V, associado a estrabismos horizontais essenciais, sem disfunção de músculos oblíquos, submetidos à transposição vertical bilateral e simétrica dos músculos retos horizontais Resultados: 81,4% dos pacientes apresentavam esotropia com forma em A. A média das anisotropias situou-se em torno das 19 DP e a maior parte das transposições foi de 4mm, obtendo-se 66,7 a 79,5% de sucesso, isto é, casos com anisotropias residuais em A até 5 DP ou V até 10 DP. A correção da anisotropia correlaciona-se intensamente com a magnitude da anisotropia pré-operatória e com a magnitude da transposição efetuada, sobretudo com aquela, sugerindo assim ser o procedimento auto-ajustável. A equação linear com as 3 variáveis mostrou-se clinicamente incoerente e foi, portanto, abandonada. Conclusões: A transposição vertical e simétrica dos músculos retos horizontais é eficaz para o tratamento das anisotropias verticais sem disfunção de oblíquos, sendo este resultado estável em seguimento prolongado.
Keywords: Transposição; Anisotropia
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Relatamos um caso de deficiência primária de vitamina A com apresentação inicial ocular tratado tópica e sistemicamente com vitamina A 100.000 UI por dia via oral e colírio de 5.000 UI/ml, quatro vezes ao dia. Com o tratamento houve total resolução das manifestações oftalmológicas.
Keywords: Manchas de Bitot; Hipovitaminose A
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Objetivo: Apresentar a freqüência e o tipo de fungos identi-ficados de infecções corneanas. Métodos: Levantamento retrospectivo dos casos de ceratites micóticas, no Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no período entre 1995 a 1998. Descrição dos isolamentos de fungos, análise dos fatores desencadeantes e relação com o número de ceratites infecciosas no mesmo período. Resultados/Conclusão: Ceratites micóticas foram diagnos-ticadas em 61 (5,48%) dos 1113 pacientes que apresentaram úlcera de córnea de etiologia infecciosa, com variação de 3,46-9,25%, ao ano. Fungos filamentosos foram identificados em 47 casos (77,04%) e leveduras em 14 (22,95%). Fusarium foi o gênero mais freqüente (50,82%), seguido de Candida (22,95%) e Aspergillus (8,19%). Foram também isolados fungos raros como agentes etiológicos de ceratites como: Phaeosiaria sp; Phoma sp; Fonsecaea pedrosoi e Exserohilum rostratum.
Keywords: Infecções oculares micóticas; Úlceras de córnea; Ceratite; Córnea
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Keywords:
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Objetivo: Descrever os aspectos epidemiológicos do traumatismo ocular fechado com contusão e suas alterações. Métodos: Foram avaliados, prospectivamente, 40 olhos de 40 pacientes, com idade superior a 13 anos, do sexo masculino, com traumatismo ocular fechado contuso, no período de janeiro de 1998 a fevereiro de 1999, atendidos no Ambulatório de Trauma Ocular do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina-Universidade Federal de São Paulo. Todos foram submetidos a exame oftalmológico completo e classificados de acordo com a nova classificação proposta por Pieramici et al. (1997). Resultados: Sessenta e sete e meio por cento (67,5%) dos pacientes tinham menos de 30 anos. As principais causas de traumatismo ocular contuso foram acidentes domésticos e violência com 32,5% cada. Em relação à acuidade visual, medida com a melhor correção, 60,0% apresentaram acuidade menor que 20/100 e 75,0% melhora da acuidade visual durante o acompanhamento, sendo que a maioria evoluiu com melhora em menos de 1 mês. Cinqüenta e dois e meio por cento (52,5%) foram classificados como zona III. Cinqüenta por cento (50%) dos pacientes evoluíram com hifema e 67,5% com algum grau de recessão angular, sendo 30% maior que 180°. Conclusões: Em relação aos pacientes atendidos no Ambulatório de Trauma Ocular da Universidade Federal do Estado de São Paulo - Escola Paulista de Medicina com idade menor de 13 anos e sexo masculino, com traumatismo ocular contuso podemos concluir que: 1. apresentou maior prevalência no adulto jovem; 2. as principais causas foram: acidentes domésticos e violência (32,5% cada); 3. apresenta boa recuperação da acuidade visual, exceto os pacientes zona III; 4. cinqüenta por cento evoluiu com hifema; 5. mais da metade, 67,5% apresentaram algum grau de recessão angular, sendo 30,0% maior que 180°.
Keywords: Traumatismos oculares
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Objetivo: Avaliar a contaminação bacteriana dos frascos de soro autólogo após o uso tópico. Métodos: Frascos de soro autólogo utilizados por pacientes portadores de várias doenças de superfície ocular foram submetidos à cultura após o seu uso tópico. Foram cultivados os resíduos de 127 frascos de colírios de soro autólogo usados por pacientes após a devolução do frasco vazio ao laboratório. Resultados: Os resultados das culturas realizadas demonstram que 76,03% dos frascos estavam contaminados. O total de 92 microrganismos foram encontrados: Staphylococcus coagulase-negativo (35,86%), Alcaligenes sp (21,73%), Klebsiella sp (20,65%) e Bacillus sp (9,78%) e outras bactérias (11,94%). Conclusões: Verificamos que a contaminação dos frascos pode ocorrer tanto por microrganismos presentes na microbiota normal quanto por microrganismos da pele e meio ambiente. Estes resultados ressaltam a risco de contaminação dos frascos no momento da instilação. Futuras investigações serão feitas em busca de contaminação fúngica e relacionando a microbiota dos pacientes com os microrganismos isolados dos frascos.
Keywords: Soluções oftálmicas; Contaminação de medicamentos; Infecções bacterianas do olho; Staphylococcus; Alcalígenes; Klebsiella
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Objetivo: Análise dos resultados cirúrgicos da correção dos estrabismos horizontais em portadores de alta miopia, em pacientes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Métodos: Foram estudados os prontuários de 24 pacientes esotrópicos e 17 exotrópicos, portadores de miopia maior que 6,00 DE operados para correção do estrabismo. Consideramos como bons resultados cirúrgicos desvios residuais entre esotropia e exotropia de 10delta. Resultados: Observou-se grande incidência de maus resultados entre os pacientes esotrópicos altos míopes. Conclusão: Concluímos que existe uma tendência a piores resultados cirúrgicos nos pacientes esotrópicos com miopia maior que -6,00 DE, em comparação com esotrópicos com erro refrativo entre -0,75 DE e +3,50 DE.
Keywords: Estrabismo; Miopia; Exotropia; Esotropia; Cirurgia
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Objetivo: Avaliar alterações do cristalino relacionadas à idade, em olhos normais, analisando-se sua densidade e espessura, além da profundidade da câmara anterior (PCA). Métodos: Foram estudados 120 olhos de 60 pacientes hígidos por meio do sistema Scheimpflug. Os pacientes foram distribuídos em 6 grupos: Grupo I, 10 a 19 anos; Grupo II, 20 a 29 anos; Grupo III, 30 a 39 anos; Grupo IV, 40 a 49 anos; Grupo V, 50 a 59 anos ; e Grupo VI, 60 a 69 anos. Foram analisadas as seguintes variáveis: profundidade da câmara anterior, densidade do cristalino (DC) e espessura do cristalino (EC). Para avaliação da densidade, o cristalino foi dividido em 5 áreas: cápsula anterior, córtex anterior, núcleo, córtex posterior e cápsula posterior. Estas variáveis foram correlacionadas com a idade. Resultados: A profundidade da câmara anterior diminuiu, ao passo que a espessura do cristalino aumentou com o envelhecimento. A densidade do cristalino aumentou com a idade em todas as áreas estudadas, exceto na cápsula posterior, onde ocorreu diminuição nos valores. Quando correlacionadas idade e densidade do cristalino observou-se forte correlação positiva nas seguintes áreas: cápsula anterior (r = 0,78; p<0,001), córtex anterior (r = 0,87; p<0,001), núcleo (r = 0,88; p<0,001) e córtex posterior (r = 0,70; p<0,001). A correlação entre idade e DC na área capsular posterior foi negativa (r = -0,62; p<0,001). Encontrou-se correlação significante entre idade e EC (r = 0,73; p<0,001). Os coeficientes de correlação para PCA e EC (r = -0,60; p<0,001) e PCA e idade (r = -0,34; p<0,001) foram negativos. Conclusões: Este estudo mostrou, por meio do sistema Scheimpflug, as alterações da profundidade da câmara anterior, densidade do cristalino e espessura do cristalino decorrentes do envelhecimento. Deve-se ter atenção com estas mudanças relacionadas à idade na realização de estudos envolvendo drogas anticataratogênicas, drogas tóxicas ao cristalino e pacientes com catarata.
Keywords: Câmara anterior; Cristalino; Envelhecimento; Catarata; Fotografia; Segmento anterior do olho
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Objetivo: Discutir as principais formas de tratamento existentes atualmente e relatar a nossa experiência com o tratamento cirúrgico das canaliculites crônicas. Métodos: Estudo retrospectivo com 7 casos atendidos na Clínica Oftalmológica do HC-FMUSP nos últimos 3 anos. Resultados: Todos os pacientes submetidos a tratamento cirúrgico tiveram cura completa dos sinais e sintomas. Conclusões: Devemos sempre lembrar da possibilidade de canaliculite em pacientes com queixa de epífora e secreção crônica no ponto lacrimal para que seja realizado o tratamento cirúrgico adequado.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Infecções por Actinomycetales; Doenças do aparelho lacrimal; Doença crônica
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Objetivo: Avaliar as alterações da microbiota conjuntival e palpebral após o uso tópico de colírios de lomefloxacina ou tobramicina a 0,3% no preparo de pacientes a serem submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa e avaliar a sensibilidade das bactérias isoladas da conjuntiva e pálpebra a estes antibióticos. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo de análise da microbiota conjuntival e palpebral de pacientes submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa (PRK ou LASIK). O estudo da microbiota conjuntival e palpebral foi realizado antes das cirurgias, sem uso de agentes para profilaxia, no período pós-operatório durante o uso de profilaxia, e após a suspensão dos antibióticos. Resultados: O uso tópico de tobramicina e lomefloxacina reduziu o número de colheitas positivas na conjuntiva e pálpebra nos indivíduos submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa. Em ambos os grupos de pacientes ocorreu maior resistência dos microrganismos à tobramicina. No grupo submetido à cirurgia de catarata, pacientes tratados profilaticamente com tobramicina tiveram uma recuperação da microbiota mais lenta após a suspensão do antibiótico do que com a lomefloxacina, ocorrendo o oposto no grupo submetido à cirurgia refrativa. Conclusão: Tanto a lomefloxacina quanto a tobramicina foram eficazes em diminuir o número de culturas positivas da conjuntiva e da pálpebra enquanto estavam sendo administrados, sendo esta diminuição mais acentuada na conjuntiva. Houve maior resistência à tobramicina na maioria das colheitas realizadas. A lomefloxacina apresentou número menor de bactérias resistentes do que a tobramicina durante o uso da antibioticoterapia tópica profilática. O uso de antibiótico reduziu o número de amostras positivas.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares bacterianas; Complicações pós-operatórias; Testes de sensibilidade microbiana; Resistência microbiana a drogas; Soluções oftálmicas; Quinolonas; Tobramicina; Quinolonas; Tobramicina; Estudo comparativo; E
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Objetivo: Descrever as diferentes abordagens dos casos cirúrgicos de catarata pediátrica (CP) em pacientes do Serviço de Córnea e Catarata do Hospital São Geraldo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no período de junho de 1998 a novembro de 2000. Métodos: Foram estudados prospectivamente 37 olhos de 31 crianças. Trinta e cinco olhos (94,6%) apresentavam catarata congênita e dois olhos (5,4%) catarata traumática. A abordagem cirúrgica variou de acordo com a idade dos pacientes, que foram divididos nos seguintes grupos: Grupo I (abaixo de 1 ano de idade): facectomia por aspiração manual, sem implantação de lente intra-ocular (LIO) com capsulotomia posterior primária, nos primeiros 2 olhos; capsulorrexe posterior primária (CPP) nos demais, e vitrectomia anterior (VA) via límbica em todos. Grupo II: (entre 1 e 5 anos de idade): facectomia por aspiração manual, com implantação de LIO com CPP e VA via límbica. Grupo III: (entre 1 e 5 anos de idade): facectomia por aspiração manual, com implantação de LIO, capsulotomia posterior primária e VA via pars-plana. Grupo IV: (acima de 5 anos de idade): facectomia por aspiração manual, com implantação de LIO sem capsulotomia/CPP e VA. Para confecção da capsulorrexe anterior e posterior (quando indicada), também foi utilizado aparelho de radiofreqüência. A capsulotomia posterior primária era realizada com vitreófago do aparelho de facoemulsificação Universal -- Alcon. Resultados: LIO foi implantada em 31 olhos (83,8%), sendo que 28 (90,3%) dentro do saco capsular e 3 (9,7%) no sulco ciliar. O seguimento pós-operatório variou entre 2 e 27 meses. No grupo IV, houve opacificação secundária da cápsula posterior em 53,8 % dos casos (7 olhos), sendo estes submetidos a capsulotomia com YAG-laser. Conclusão: O uso da radiofreqüência na realização da capsulorrexe anterior e CPP, assim como a VA melhoraram o resultado cirúrgico da CP.
Keywords: Catarata; Extração de catarata; Capsulorrexe; Criança
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Objetivos: Descrever os achados oftalmológicos, dermatológicos e de microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) de nova distrofia macular associada à síndrome dos cabelos anágenos frouxos (SCAF). Métodos: Uma família de sete pacientes, quatro deles afetados, foi examinada. Os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, teste de cores (Ishihara e Farnsworth D-15), ecografia, angiografia, exames laboratoriais e dermatológico, teste do suor, microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura dos fios de cabelo. Resultados: Em duas irmãs afetadas encontramos no fundo de olho dispersões pigmentares em pólo posterior da retina, com estafiloma da mácula. Em dois irmãos foram encontradas as mesmas dispersões pigmentares em pólo posterior, com maior pigmentação e coloração amarelada em área macular e sem estafiloma. A avaliação na microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura dos indivíduos afetados confirmou a SCAF. Em uma mulher e em um homem não afetados todos os exames foram normais, exceto que na MO e MEV encontramos algumas semelhanças com os indivíduos afetados. Quanto ao modo de herança, o heredograma é compatível com herança autossômica recessiva com expressão parcial no heterozigoto. Conclusões: Há somente um relato na literatura internacional da associação de SCAF e coloboma ocular. Neste trabalho descrevemos os achados de nova distrofia macular associada à síndrome dos cabelos anágenos frouxos, distrofia cujos achados fundoscópicos são diferentes entre homens e mulheres. Por se tratar do primeiro relato na literatura, os achados descritos sugerem fortemente que esta associação pode ser parte de uma nova entidade nosológica.
Keywords: Alopecia; Cabelo; Síndrome dos cabelos anágenos frouxos; Distrofias hereditárias da córnea; Microscopia eletrônica de varredura; Hipotricose
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Objetivos: Estudar a microbiota aeróbica conjuntival em pacientes com quadro clínico de conjuntivite viral aguda. Método: Trinta pacientes entre 18 e 40 anos portadores de conjuntivite adenoviral e 30 pacientes sem a doença foram submetidos à colheita de material da conjuntiva para cultura. Os portadores de conjuntivite adenoviral foram submetidos ao exame até 3 dias após o início dos sintomas. As culturas foram realizadas utilizando-se os meios de ágar-sangue e ágar-chocolate. Pacientes em uso de medicação tópica ou sistêmica, usuários de lentes de contato e aqueles com doença ocular prévia ou doença sistêmica foram excluídos. Resultados: Houve positividade significantemente maior das culturas de conjuntiva nos pacientes com conjuntivite adenoviral (33,3%, sendo Haemophylus influenzae em 50% e Streptococcus pneumoniae em 50%) quando comparados ao grupo controle (6,6% - Staphylococcus coagulase negativo). O grupo de pacientes com conjuntivite e que apresentaram culturas positivas, não diferiu em nenhum dos critérios clínicos analisados do grupo com culturas negativas. Conclusão: Pacientes com conjuntivite adenoviral apresentaram maior freqüência de exames de cultura de amostra de conjuntiva positivas quando comparados aos controles normais. Os pacientes com conjuntivite adenoviral com cultura positiva apresentaram evolução clínica semelhante aos pacientes com cultura negativa. Os agentes isolados na microbiota conjuntival no grupo com conjuntivite foram diferentes do observado no grupo normal. Porém o resultado das culturas não apresentou correlação com a evolução clínica.
Keywords: Infecção por adenoviridae; Infecção por adenoviridae; Conjuntivite viral; Bactérias aeróbicas
Abstract
Objetivo: Descrever 5 casos clínicos com o diagnóstico de canaliculite, enfatizando a importância do diagnóstico como uma das causas de conjuntivite e/ou blefarite crônicas, como também demonstrar a eficácia do tratamento cirúrgico nos pacientes estudados. Métodos: Descrição de 5 casos clínicos e do tratamento cirúrgico aplicado. Resultados: O gram foi sugestivo de Actinomyces israelli e as culturas foram negativas. O tratamento cirúrgico proposto mostrou-se eficaz. Conclusão: A canaliculotomia com preservação do ponto lacrimal nos pacientes portadores de canaliculite mostrou-se eficaz.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Actinomicose; Relato de caso; Masculino; Feminino; Adulto
Abstract
OBJETIVO: Analisar a eficácia do tratamento com Botox® e estudar o comportamento destes pacientes após aplicações sucessivas, dando ênfase ao possível efeito de tolerância após o uso prolongado deste medicamento. MÉTODOS: Foi realizado estudo prospectivo em 16 pacientes com distonias faciais no ambulatório de Oftalmologia, no Setor de Plástica Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, entre abril de 1998 a março de 1999. Todos os pacientes foram submetidos ao exame oftalmológico completo, neurológico e tomografia computadorizada de crânio. Os pacientes com sintomas importantes de espasmo foram tratados com aplicação da toxina botulínica tipo A (Botox®). Dez pacientes eram do sexo feminino. A idade média foi 64,75 anos. RESULTADOS: Dentre as distonias faciais, o espasmo hemifacial foi o mais encontrado, num total de 8 pacientes.O índice de sucesso do Botox®foi de 87,5 %, com duração média do efeito de 30 a 90 dias, variando de acordo com o número de aplicações. CONCLUSÕES: O tratamento dos espasmos faciais com a toxina botulínica mostrou-se eficaz em 87,5 % de nossos pacientes.
Keywords: Toxina botulínica tipo A; Blefarospasmo; Distonia; Músculos faciais
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OBJETIVO: Comparar as características clínicas e os resultados do tratamento cirúrgico entre casos com e sem hidropisia aguda, do total de 567 pacientes com ceratocone. MÉTODOS: Foram revistos os prontuários de todos os casos de ceratocone acompanhados entre 1982 e 2000 no Hospital Universitário Antônio Pedro - UFF e na Clínica Oftalmológica Souza Pena, em Niterói. Acuidade visual, tempo de evolução, tipo de correção ótica, morfologia do ceratocone, classificação ceratométrica e resultados cirúrgicos foram as principais variáveis comparadas entre os dois grupos. RESULTADOS: A incidência de hidropisia aguda foi 5,8%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao sexo, história familiar e atopia. No grupo da hidropisia aguda, 72,7% dos casos foram classificados como periféricos, contrastando com 21,4% do grupo controle (p < 0,05). Dezenove por cento dos pacientes foram submetidos à ceratoplastia penetrante. Dentre os 1062 olhos que não desenvolveram hidropisia aguda, 8,4% foram operados, ao passo que 88,4% dos olhos com hidropisia submeteram-se ao transplante de córnea (p < 0,05). O resultado pós-operatório não diferiu entre os dois grupos. CONCLUSÃO: O ceratocone periférico esteve mais associado à hidropisia aguda e, conseqüentemente, à indicação de ceratoplastia penetrante. O prognóstico do tratamento cirúrgico não diferiu entre os grupos desta amostra.
Keywords: Ceratocone; Edema da córnea; Ceratoplastia penetrante; Acuidade visual; Estudos retrospectivos
Abstract
OBJETIVO: Apresentar os primeiros resultados do uso da Homeopatia entre os pacientes com conjuntivite primaveril, avaliados no Serviço de Córnea e Doenças Externas do Hospital São Geraldo. MÉTODOS: Foram incluídos no presente estudo 13 pacientes apresentando ceratoconjuntivite primaveril, examinados no período de janeiro de 1998 a dezembro de 1999. A idade média dos pacientes foi de 9,5 anos, sendo nove do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Todos os pacientes já haviam feito uso de corticóide tópico antes da sua inclusão no estudo. Antes de iniciar o tratamento homeopático, todos os pacientes foram examinados por um dos autores, sendo acompanhados pelo mesmo médico, mensalmente até os seis meses e depois trimestralmente até completar um ano do tratamento homeopático. O tratamento homeopático foi realizado por meio de uma dose única, via oral, baseando-se na totalidade sintomática do paciente. RESULTADOS: A porcentagem de melhora dos sinais e sintomas, entre os pacientes, foi de: lacrimejamento e dor ocular 100%; secreção ocular 92%; sensação de corpo estranho 86%; prurido e fotofobia 84%; relatavam diminuição ou ausência do desconforto que a ceratoconjuntivite primaveril provocava nas suas atividades diárias 84%; nódulos de Trantas 62,5%; hiperemia conjuntival 61%; erosões epiteliais 58% e hipertrofia da papila tarsal 8%. CONCLUSÃO: Este estudo sugere efeito benéfico da medicação homeopática no tratamento da ceratoconjuntivite primaveril, com melhora dos sinais e sintomas da doença. Sugere-se a realização de estudo duplo-cego, com maior número de casos, para a confirmação desses resultados.
Keywords: Ceratoconjuntivite primaveril; Homeopatia
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida dos pacientes portadores de síndrome de Stevens-Johnson. MÉTODOS: Foram avaliados 14 pacientes com SSJ no período de 1998 e 1999 no Setor de Córnea do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP. Empregou-se o questionário S. F. 36 - pesquisa em saúde. A pontuação indica melhor condição de saúde. A mesma avaliação foi repetida quatro vezes em intervalo de três meses. RESULTADOS: As médias das médias das 4 avaliações dos 14 pacientes apresentaram importante redução dos seus valores em todos os subitens do S.F. 36 (41,04±22,38 para aspectos físicos, 53,82±22,82 para aspectos sociais, 26,24±22,46 para aspectos emocionais, 34,95±25,45 para capacidade funcional, 42,03±31,85 para dor, 46,33±18,37 para vitalidade, 46,18±24,83 para saúde mental e 50,26±16,29 para saúde geral). CONCLUSÃO: O questionário S.F. 36 representa método adequado de avaliação de aspectos físicos e emocionais em pacientes com baixa de acuidade visual, que nos permitiu detectar comprometimento importante nas funções básicas dos pacientes com SSJ. Mais pacientes com maior tempo de seguimento são necessários para aprimorar a análise de qualidade de vida nesses pacientes e avaliar os efeitos do acompanhamento psicológico.
Keywords: Síndrome de Stevens-Johnson; Qualidade de vida; Questionários
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