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Abstract
Objetivo: Analisar os resultados de um estudo comparativo entre as estratégias dinâmica e normal utilizando o perí-metro Octopus 1-2-3. Métodos: Utilizando o Octopus 1-2-3 nas estratégias dinâmica e normal foi realizada a perimetria automatizada em 24 pacientes glaucomatosos (8 homens e 16 mulheres) com uma média de intervalo entre os 2 exames de 6 meses. Todos pacientes já haviam sido previamente submetidos a pelo menos um exame de perimetria automatizada no Octopus 1-2-3. Os dados comparados, para ambos os olhos, foram: a idade do paciente, número de estímulos, sensibilidade média (MS), defeito médio (MD), perda localizada (LV), flutuação em curto prazo (SF) e o fator de confiabilidade (RF). Na análise estatística, utilizando o teste t pareado, somente os campos visuais com RF menor que 10 foram incluídos. O nível de significância foi igual a 5% (p < 0,05). Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as duas estratégias em relação à idade, LV, SF e RF. Entretanto, houve diferença estatisticamente significativa na duração do teste, número de estímulos, MS e MD. A estratégia dinâmica mostrou uma sensibilidade difusa maior e um menor defeito médio quando comparada à estratégia normal. Conclusões: Nossos resultados indicam que os valores dos limiares medidos pela estratégia dinâmica estão em concordância com os valores obtidos utilizando a estratégia normal nos pacientes portadores ou suspeitos de glaucoma, cujos campos visuais estão normais ou limítrofes. Estes resultados também confirmam a redução na duração do exame. Também sugerem que, quando compararmos campos visuais realizados com a estratégia dinâmica com aqueles realizados com a estratégia normal, é necessária cautela em relação aos valores do MS e MD.
Keywords: Perimetria automatizada; Glaucoma; Octopus 1-2-3
Abstract
Objetivo: avaliar a freqüência de manifestações oculares observadas em pacientes soropositivos para HTLV-I no Rio de Janeiro. Métodos: O estudo abrangeu 17 pacientes portadores de TSP/HAM (paraparesia tropical espástica/ mielopatia associada ao HTLV-I) e 55 pacientes soropositivos para HTLV-I não portadores de TSP/HAM ou ATLL (leucemia/linfoma de células T do adulto). Resultados: Nos pacientes portadores de TSP/HAM foi observada a freqüência de 11,8% de uveíte anterior, 11,8% de vasculite retiniana e 5,9% de opacidade vítrea. No grupo de pacientes soropositivos para HTLV-I não portadores de TSP/HAM ou ATLL, observou-se a freqüência de 1,8% de vasculite retiniana e 1,8% de exsudato algodonoso. Conclusão: Concluiu-se que, em tais manifestações oculares, o HTLV-I deve ser considerado como um dos agentes etiológicos a serem pesquisados em áreas endêmicas como o Rio de Janeiro.
Keywords: HTLV-I; Uveíte; Vasculite retiniana; TSP/HAM
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Objetivo: Apresentar a freqüência e o tipo de fungos identi-ficados de infecções corneanas. Métodos: Levantamento retrospectivo dos casos de ceratites micóticas, no Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no período entre 1995 a 1998. Descrição dos isolamentos de fungos, análise dos fatores desencadeantes e relação com o número de ceratites infecciosas no mesmo período. Resultados/Conclusão: Ceratites micóticas foram diagnos-ticadas em 61 (5,48%) dos 1113 pacientes que apresentaram úlcera de córnea de etiologia infecciosa, com variação de 3,46-9,25%, ao ano. Fungos filamentosos foram identificados em 47 casos (77,04%) e leveduras em 14 (22,95%). Fusarium foi o gênero mais freqüente (50,82%), seguido de Candida (22,95%) e Aspergillus (8,19%). Foram também isolados fungos raros como agentes etiológicos de ceratites como: Phaeosiaria sp; Phoma sp; Fonsecaea pedrosoi e Exserohilum rostratum.
Keywords: Infecções oculares micóticas; Úlceras de córnea; Ceratite; Córnea
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Objetivo: Relatar um caso raro de melanoma de conjuntiva de longa evolução em paciente melanodérmica. Método: Análise de caso. Resultado: Até a presente data a paciente encontra-se bem sem evidências de recorrência da patologia em questão após excisão local. Conclusão: Observamos que mesmo sem a realização de crioterapia adjuvante ou medidas mais agressivas, existem alguns casos como esse que acabamos de relatar para o qual a excisão simples pode garantir a cura. Um aspecto importante deste relato é a importância do exame histopatológico de peças e fragmentos cirúrgicos removidos.
Keywords: Melanoma; Conjuntiva
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O objetivo deste trabalho é relatar dois casos de cegueira cortical atendidos no serviço de urgência da Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte. A cegueira cortical é uma condição clínica rara e bilateral, de causa isquêmica, caracterizada por lesão no córtex cerebral. Nos presentes casos, o diagnóstico foi feito pela sintomatologia clínica, pelos achados oftalmológicos e pelas alterações obtidas por imagem. Em ambos houve evolução rápida da doença, com perda visual súbita importante. O acompanhamento oftalmológico não revelou melhora significativa da acuidade visual final. A baixa acuidade visual é um sinal importante em oftalmologia e deve ser avaliada com cautela e atenção, visto que pode ser causada pela cegueira cortical, condição rara, grave e ainda pouco estudada no nosso meio.
Keywords: Cegueira cortical; Tomografia computadorizada por raios x; Transtornos da visão; Relato de caso
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Objetivo: Os autores desenvolveram um videoceratógrafo para uso durante a cirurgia. Uma região central da córnea de aproximadamente 7,00 mm de diâmetro pode ser analisada, fornecendo informação ao cirurgião sobre poder dióptrico e astigmatismo. Métodos: O sistema é baseado em discos de Plácido em forma cônica, iluminados por uma fonte de luz construída com fibras ópticas. O cone é acoplado à lente objetiva de um microscópio padrão Zeiss. Uma placa de captura é instalada num microcomputador IBM compatível e imagens de Plácido são digitalizadas numa resolução de 640x480 pontos. Processamento digital das imagens é utilizado para detecção dos discos de Plácido. Resultados: Curvas de calibração baseadas em 4 esferas foram geradas e aproximadamente 3600 valores de poder dióptrico são computados para cada exame. Exames preliminares em 10 córneas sadias foram comparados com exames nos mesmos olhos feitos num Videoceratógrafo Eyesys System 2000. O desvio médio padrão foi de 0,05 mm para o raio de curvatura, 0,24 dioptrias para o poder e 5 graus para o cilindro. Conclusões: Este videoceratoscópio cirúrgico poderá ser utilizado para reduzir o astigmatismo residual em procedimentos convencionais de catarata e ceratoplastia. Poderá também ser utilizado para colher dados imediatamente anteriores às em cirurgias refrativas (PRK e LASIK).
Keywords: Topografia da córnea; Ceratometria; Discos de Plácido
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Objetivo: Os distúrbios traumáticos constituem a grande maioria das urgências oftalmológicas. O conhecimento prévio dos fatores de risco epidemiológicos possibilita trabalhos de medicina preventiva, dentre outros. Este estudo avalia os motivos que conduzem os pacientes a procurarem um serviço de emergência oftalmológica. Métodos: Foram cadastrados, em um "software" exclusivo, os prontuários dos pacientes atendidos entre os dias 01/01/2000 e 20/10/2000 no Hospital Governador João Alves Filho, Aracaju / SE - Brasil. Selecionaram-se 859 pacientes, de acordo com critérios previamente estabelecidos, analisando as seguintes variáveis: sexo, idade, dia da semana, mês, diagnóstico e conduta médica adotada. Resultados: O sexo masculino representou 72% no total de atendimentos; o diagnóstico de trauma foi encontrado em 52% dos casos, sendo que 59,5% correspondiam ao corpo estranho ocular; as consultas nos dias úteis superaram em 62,5% as dos dias não-úteis. Conclusão: O sexo masculino demonstrou maior vulnerabilidade ao trauma, visto que a faixa etária mais acometida foi a economicamente ativa. A etiologia mais freqüente foi corpo estranho ocular e o atendimento em dias úteis foi maior do que nos dias não-úteis.
Keywords: Serviços médicos de emergência; Serviço hospitalar de emergência; Corpos estranhos no olho; Traumatismos oculares; Acidentes de trabalho
Abstract
INTRODUÇÃO: A alergia ocular é condição que pode ocasionar sintomas de coceira, ardor e lacrimejamento, podendo também ser ameaçadora para visão. A fisiopatologia envolve mecanismos de hipersensibilidade imunológica. Devido a fatores imunológicos, o segmento anterior destes pacientes está mais suscetível a alterações que ameaçam a acuidade visual, tais como: opacidades corneanas, ceratocone e catarata. MÉTODOS: Foram revistos, retrospectivamente, 186 pacientes com ceratoconjuntivite alérgica e selecionados pacientes que possuíam alterações de segmento anterior e acuidade visual menor ou igual a 0,6 corrigida em um ou ambos os olhos. A AV 0,6 foi escolhida aleatoriamente a fim de agrupar os pacientes. Estes pacientes foram analisados quanto à idade, sexo, tipo de alergia, tempo de aparecimento da doença (considerado como tempo de aparecimento de sintomas), tempo de latência (tempo que surgiu a complicação após o primeiro dia de atendimento), alterações sistêmicas, efeitos colaterais das drogas e complicações oculares. Estes pacientes não poderiam melhorar a AV com tratamento tópico e tinham acompanhamento mínimo de 3 meses. RESULTADOS: As alterações de segmento anterior que causaram AV menor ou igual a 0,6 (refração ou estenopeico) sem possibilidade de melhora com medicação tópica foram: úlcera em escudo: 5 casos, catarata: 3 casos, opacidade corneana: 6 casos, perfuração ocular: 2 casos e ceratocone: 13 casos. CONCLUSÃO: Pacientes com ceratoconjuntivite alérgica podem ter como principais causas de baixa acuidade visual alterações de segmento anterior, entre elas, opacidades corneanas, ceratocone e catarata.
Keywords: Conjuntivite primaveril; Segmento anterior do olho
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OBJETIVO: Investigar a utilização da membrana amniótica como adjuvante no tratamento e restabelecimento de espessura dos afinamentos córneo-esclerais e epitelização corneal. MÉTODOS: A membrana amniótica foi captada a partir de parto cesáreo e conservada em meio de preservação de córnea e glicerol 1:1 e conservada a -80ºC. Sete olhos de 7 pacientes, sendo 4 portadores de afinamento corneal por afecções neurotróficas (Grupo 1: 2 herpes simples vírus; 1 após transplante de córnea; 1 por radioterapia) e 3 portadores de afinamento escleral após exérese de pterígio (Grupo 2: 2 com beta-terapia e 1 sem beta-terapia) foram submetidos à cirurgia para restabelecimento da superfície ocular e espessura córneo-escleral empregando membrana amniótica. RESULTADOS: O tempo médio de seguimento foi de 12 meses (variação entre 11 meses e 15 meses). Um caso de úlcera neurotrófica secundária a radioterapia apresentou insucesso. Obtivemos sucesso do restabelecimento da superfície ocular e da espessura nos outros 6 casos. Em relação à acuidade visual, 1 caso obteve melhora e os outros 6 permaneceram inalterados. A média de tempo de epitelização foi de 26,6 ± 5,8 dias para o grupo 1 e 10,6 ± 4,0 dias para o grupo 2. CONCLUSÕES: O uso de membrana amniótica constitui opção alternativa de grande utilidade na reconstrução da superfície ocular dos casos de afinamento córneo-escleral. Estudos com maior casuística e tempo de seguimento são necessários para melhor avaliar esse procedimento.
Keywords: Âmnio; Transplante de tecido fetal; Preservação de tecido; Transplante homólogo; Córnea; Córnea; Conjuntiva; Esclera; Epitélio da córnea; Seguimentos
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OBJETIVO: Estudar as variações da pressão intra-ocular (Po) após o levantamento de peso na posição supina, em voluntários saudáveis. MÉTODOS: Um estudo descritivo foi desenhado. Trinta e quatro voluntários foram pré-selecionados e 25 preencheram os critérios de inclusão para a fase final desta pesquisa. Aos voluntários, sadios, não portadores de glaucoma, foi solicitado que se levantasse peso na posição supina, com 85% da carga máxima, em série de 8 repetições. A Po foi aferida antes e após o esforço. Os resultados foram analisados pelo teste t de Student. RESULTADOS: houve pequena, mas significante diminuição da Po de 1,61 mmHg após a exposição dos 25 indivíduos (49 olhos) ao esforço físico específico. CONCLUSÕES: após o esforço físico de levantamento de peso em posição supina, e 85% da carga máxima, em 8 repetições, ocorre pequena, mas significativa redução da Po.
Keywords: Pressão intra-ocular; Levantamento de peso; Esportes
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Descrevemos o tratamento da descompensação localizada do endotélio corneano secundária à iridosquise primária utilizando a punção estromal anterior em uma paciente de 81 anos. O exame ocular revelou iridosquise inferior no olho direito, com edema corneano localizado no local de contato entra as fibras irianas e o endotélio corneano. Foi realizada a fotocoagulação com laser de argônio das fibras irianas em contato com o endotélio, sem melhora do quadro clínico. Optou-se por realizar a punção estromal anterior, com resolução total da sintomatologia. Assim, sugerimos que a punção estromal anterior deve ser considerada uma opção terapêutica no controle da sintomatologia da descompensação corneana localizada secundária à iridosquise. Foi feita uma revisão da literatura sobre tratamentos paliativos para descompensação endotelial.
Keywords: Córnea; Endotélio da córnea; Doenças da íris; Assistência paliativa; Edema; Relato de caso
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OBJETIVO: Avaliar o grau de entendimento dos pacientes que foram submetidos a transplante de córnea no setor de Patologia Externa e Córnea da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), quanto ao tipo de doença corneana, tratamento realizado, prognóstico e satisfação com o resultado final. MÉTODOS: Quarenta e dois pacientes submetidos a transplante de córnea foram entrevistados por meio de um formulário com diversas variáveis que avaliou: o conhecimento geral sobre o procedimento ao qual foi submetido, o tratamento pós-operatório, os sinais de rejeição e a satisfação final com o tratamento. Também foram revisados os prontuários e colhidos dados em relação ao diagnóstico e ao transplante. Posteriormente os resultados foram tabulados e analisados. RESULTADOS: Dos 42 pacientes entrevistados 64% não sabiam o que é um transplante de córnea, 67% não sabiam o que é rejeição, 30% não sabiam para que servem os colírios receitados e 71% dos pacientes estavam satisfeitos com o resultado final do transplante. CONCLUSÕES: A grande maioria dos pacientes desconhece o que é um transplante de córnea, qual é a importância do uso correto das medicações no pós-operatório e os sinais de rejeição, embora tenham sido submetidos ao procedimento.
Keywords: Transplante de córnea; Soluções oftálmicas; Resultado de tratamento; Questionários; Satisfação do paciente; Rejeição de enxerto
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A ceratite por Acanthamoeba é uma infecção ocular grave que, apesar dos recentes progressos no diagnóstico e tratamento, ainda provoca prolongada morbidade e perda da acuidade visual. Relatamos um caso de ceratite bilateral por Acanthamoeba em usuário de lentes de contato, que é o primeiro caso descrito na literatura brasileira.
Keywords: Ceratite; Ceratite por Acanthamoeba; Infecções por protozoários; Lentes de contato; Doenças da córnea; Relato de caso
Abstract
Os autores relatam dois casos de tuberculose ocular presumida com comprometimento coroidiano. No primeiro caso, um paciente de 43 anos, HIV positivo, com tuberculose pulmonar miliar e tuberculoma cerebral, apresenta um granuloma coroidiano único na região macular do olho esquerdo. No segundo caso, uma paciente de 12 anos, HIV negativa, com tuberculose pulmonar apresenta coroidite multifocal e comprometimento do segmento anterior do olho esquerdo. Ambos os pacientes evoluíram favoravelmente com o tratamento específico, apresentando completa resolução das lesões. As lesões oculares da tuberculose são diversas e devemos continuar atentos a esta enfermidade.
Keywords: Tuberculose ocular; Uveíte; Coroidite; HIV; Antituberculosos; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Comparar a eficácia entre duas modalidades de tratamento das abrasões corneanas após a retirada de corpo estranho da córnea: curativo oclusivo e sem curativo. MÉTODOS: Cinqüenta e quatro pacientes com abrasão corneana após retirada de corpo estranho foram randomizados, de forma alternada, em dois grupos: um grupo com curativo oclusivo e o outro sem curativo. Os pacientes foram avaliados diariamente até a cura, em relação aos seguintes parâmetros: área da abrasão corneana, intensidade de dor, presença de fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão turva. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos quanto a: área da abrasão corneana, tempo para se obter a cura, dor, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão turva. Não ocorreu nenhuma complicação ocular ou sistêmica durante o tratamento em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Abrasão corneana após retirada de corpo estranho, menor que 9 mm² , pode ser tratada apenas com antibiótico tópico de largo espectro e colírio cicloplégico, sem a necessidade do curativo oclusivo, tornando o tratamento mais simples e menos dispendioso.
Keywords: Traumatismos oculares; Córnea; Corpos estranhos no olho; Cicatrização de feridas
Abstract
OBJETIVO: Analisar o perfil oftalmológico dos pacientes com diabetes melito atendidos pelo programa de atendimento multidisciplinar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. MÉTODOS: Foi realizada a análise dos prontuários oftalmológicos de 2.360 pacientes atendidos entre 1983 e 2002, por um único médico oftalmologista de um hospital público. Todos os pacientes participavam de um programa de atendimento multidisciplinar, tendo sido encaminhados do Ambulatório de Endocrinologia com diagnóstico confirmado de diabetes. Os grupos foram divididos de acordo com o tempo de seguimento em: grupo A - 0 a 4, grupo B - 5 a 9, grupo C - 10 a 14 e grupo D - 15 a 19 anos. RESULTADOS: a freqüência de retinopatia diabética por grupo foi de: grupo A - 16%, B - 29%, C - 36% e D - 44%. Houve diferença estatisticamente significante entre o grupo A e os demais (p<0,05) e não houve diferença entre os grupos B, C e D (p>0,05). CONCLUSÃO: Mesmo dentro de uma estrutura organizada e com atendimento multidisciplinar visando melhor atenção aos pacientes com diabetes, a retinopatia diabética permanece como complicação freqüente e de difícil controle entre os diabéticos.
Keywords: Retinopatia diabética; Programas médicos regionais; Prestação de cuidados de saúde; Hospitais públicos
Abstract
Descrevemos 2 casos de coroidopatia lúpica, uma manifestação ocular incomum do lúpus eritematoso sistêmico, caracterizada por elevação serosa do epitélio pigmentário retiniano e/ou retina sensorial e moteamento do epitélio pigmentário.
Keywords: Lupus eritematoso sistêmico; Manifestações oculares; Doenças da coróide; Coróide; Coróide; Epitélio pigmentado retiniano; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Estudar as características clínicas, tratamento e evolução de pacientes com acometimento da córnea e esclera associados a doenças do tecido conectivo. MÉTODO: Descrição das alterações de segmento anterior em nove pacientes com doenças do tecido conectivo, previamente diagnosticada (5 casos) ou no qual o acometimento ocular foi sua primeira manifestação (4 casos). Todos os pacientes foram atendidos no setor de Doenças Externas Oculares e Córnea da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), acompanhados no ambulatório no período de julho/1999-dezembro/2000 e submetidos a exame oftalmológico completo, avaliação sistêmica e investigação laboratorial. Tratamento clínico e/ou cirúrgico foi proposto de acordo com a gravidade e evolução das manifestações oculares. RESULTADOS: Os diagnósticos sistêmicos observados nos portadores de doença inflamatória do segmento anterior foram de artrite reumatóide em sete pacientes (77,8%), esclerose sistêmica e granulomatose de Wegener em um paciente cada (22,2%). As manifestações oculares mais freqüentes foram esclerite (66,6%), ceratite ulcerativa periférica (55,5%) e ceratoconjuntivite seca (44,4%). Oitenta e nove por cento dos pacientes necessitaram de terapia imunossupressora sistêmica para o controle da inflamação ocular. A remissão da inflamação observou-se no período de três meses após o início do imunos-supressor (metotrexato, ciclofosfamida e/ou ciclosporina A). Em 55,5% dos pacientes uma abordagem cirúrgica (ressecção da conjuntiva do limbo, adesivo tecidual com lente de contato terapêutica, enxerto de esclera, transplante de córnea) se fez necessária. CONCLUSÃO: O envolvimento da córnea e da esclera associado à doença do tecido conectivo é sinal de atividade da doença e geralmente necessita de terapia imunossupressora para o seu controle. O oftalmologista deve estar alerta para detecção precoce e tratamento apropriado da doença de base.
Keywords: Esclerite; Esclerite; Úlcera de córnea; Úlcera de córnea; Tecido conjuntivo; Imunossupressão; Relato de caso
Abstract
OBJETIVO: Descrever a técnica da retirada de sutura em córnea clara, evitando-se o contato da parte externa do fio com o meio intra-ocular e avaliar se esse procedimento evitaria infecções. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 1.233 casos de retirada de sutura de mononylon 10.0 em córnea clara, utilizando-se laser de argônio para cortar o fio, no qual se avaliou a incidência de infecções. RESULTADOS: Em 1.071 olhos, um tiro foi suficiente para cortar o ponto. Em 162 olhos, o tiro do laser atingiu a parte epitelial da sutura, sendo necessários disparos extras para cortar a parte intra-estromal e, assim, retirá-la sem que a parte externa do fio passasse pelo interior da córnea. Não ocorreram complicações após a retirada da sutura. CONCLUSÕES: A técnica utilizada mostrou-se eficaz na remoção das suturas e possivelmente apresenta risco menor de infecção, uma vez que a parte do fio sobrejacente ao epitélio não entra em contato com as camadas mais internas da córnea, nem com a câmara anterior, não tendo sido observado nenhum caso de infecção nesta pesquisa.
Keywords: Sutura; Sutura; Laser; Facoemulsificação; Estudo retrospectivo
Abstract
OBJETIVOS: Uma vez que um dos fatores mais implicados na perda celular endotelial corneana após facoemulsificação é o tempo utilizado de ultra-som e que a técnica de "quick chop" utiliza menor tempo de ultra-som, o objetivo do estudo foi comparar e analisar a redução da densidade celular endotelial corneana entre os pacientes submetidos à facoemulsificação pelas técnicas de "dividir e conquistar" e "quick chop". MÉTODOS: A amostra do trabalho foi constituída por 56 pacientes, apresentando catarata senil grau 3, selecionados prospectivamente e submetidos à facoemulsificação endocapsular, através das técnicas de "dividir e conquistar" (28 pacientes, grupo 1) e "quick chop" (28 pacientes, grupo 2). Foram verificados os tempos de ultra-som utilizados em cada cirurgia e foram realizados exames de microscopia especular central de não-contato da córnea pré-operatórios e pós-operatórios de 1 mês, 3 meses e 6 meses. RESULTADOS: Verificamos que a técnica de "dividir e conquistar" utilizou em média 2,0 minutos de tempo de ultra-som e a de "quick chop" 1,1 minuto; que a redução da densidade celular endotelial central da córnea foi significativa, em ambas as técnicas, no primeiro mês pós-operatório (16,5% no grupo 1 e 19,4% no grupo 2); e que as variações de densidade celular endotelial corneana subseqüentes, aos 3 e 6 meses, não foram significativas. Não houve diferença estatística na variação da densidade celular endotelial corneana ocorrida entre os grupos (teste "t" de Student p=0,334; no 1º mês pós-operatório). CONCLUSÕES: Concluímos que a redução da densidade endotelial corneana central não foi estatisticamente diferente entre as técnicas.
Keywords: Extração de Catarata; Facoemulsificação; Contagem de células; Endotélio da córnea; Estudo comparativo
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